Assassinatos, tráfico e extorsão: quem era “Moreninho”, irmão de Nem Catenga morto em confronto com a polícia
03/SETEMBRO/2025

Apontado por envolvimento no assassinato de uma policial, em homicídios e no tráfico de drogas, Aldreis dos Santos Oliveira, conhecido como “Moreninho”, acumulava uma longa ficha criminal. Irmão do traficante José Emerson da Silva, o “Nem Catenga”, líder do Comando Vermelho em Alagoas, ele morreu em confronto com o BOPE no último domingo (31), entre a Praia do Francês e o litoral de Roteiro. A Secretaria de Segurança Pública confirmou a morte nesta quarta-feira (3).
Além do tráfico, Moreninho era acusado de extorquir comerciantes do Mercado da Produção, cobrando “taxas semanais” ilegais. Durante a perseguição, policiais encontraram recibos dessas cobranças no carro em que ele estava. Ele também já havia sido preso por porte ilegal de arma de fogo, corrupção ativa e associação criminosa.

O tenente-coronel Jatobá, comandante de Missões Especiais do BOPE, destacou o histórico de violência do suspeito:
“Era um indivíduo com extensa ficha criminal, envolvido em homicídios, tráfico e extorsões, que ainda ousou atirar contra os policiais. A resposta foi imediata, dentro da legalidade e fruto do preparo da tropa.”
Envolvimento na morte de policial
Moreninho foi denunciado por participação no assassinato da sargento Iara Laura Silveira, executada no bairro da Levada. Segundo as investigações, a policial tentou comprar drogas, mas foi impedida de sair sem pagar. Durante a ação criminosa, ela foi agredida e baleada por traficantes, entre eles Fernando Pereira da Silva Lemos, o “Pipa”, e o próprio Moreninho.

Família ligada ao crime
Além de Nem Catenga, apontado como líder do tráfico em Maceió e atualmente escondido no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, outros membros da família também se destacaram no crime. O irmão Adriano Oliveira dos Santos, o “Caetano”, foi considerado um dos maiores assaltantes de banco do estado e morreu em operação policial em 2016. O pai, José Júlio de Oliveira, o “Zé Moreno”, também chefiou uma quadrilha organizada, contando com apoio dos filhos.
O confronto final
Segundo o BOPE, o carro de Moreninho foi localizado em alta velocidade durante patrulhamento. Após ser cercado, ele abandonou o veículo, sacou uma pistola e atirou contra os militares, sendo baleado no revide. Chegou a ser socorrido ao Hospital Geral do Estado, mas não resistiu.
Em nota, a Prefeitura de Maceió esclareceu que Aldreis não possuía vínculo com a administração municipal e reforçou que a cobrança de taxas aos permissionários do Mercado da Produção é prática ilegal.
Redação

