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Carreta da Saúde da Mulher realiza mais de 2 mil atendimentos em Santana do Ipanema
Carreta da Saúde da Mulher realiza mais de 2 mil atendimentos em Santana do Ipanema
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Nova edição ocorreu em São Luís do Quitunde e beneficiou também a população de Matriz do Camaragibe
Rodrigo Lino
O município de São Luís do Quitunde recebeu, nesta sexta-feira (27), mais uma ação do Programa Saúde Até Você, iniciativa do Governo de Alagoas. O mutirão para agendamento de cirurgias e atendimentos especializados beneficiou moradores de São Luís e de Matriz de Camaragibe, somando 600 pessoas atendidas.
A mobilização integrou o componente cirúrgico do Programa Saúde Até Você e teve como foco ampliar o acesso da população aos serviços especializados. A iniciativa também teve o objetivo de contribuir para reduzir filas de espera e acelerar a resolução de demandas reprimidas na área da saúde para a região Norte do Estado.
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Durante o mutirão, foram feitos atendimentos multiprofissionais, com triagem, exames laboratoriais pré-operatórios, eletrocardiograma, avaliações em cirurgia geral e ginecológica, além de avaliação anestésica. A Central Estadual de Regulação atuou presencialmente, organizando encaminhamentos para exames, consultas e cirurgias eletivas.
O prefeito de Matriz de Camaragibe, Fernando Cavalcante, destacou o impacto direto da ação para a população. “Foi uma ação muito importante, que atendeu centenas de pessoas e ajudou a reduzir a fila por cirurgias e atendimentos especializados", enfatizou.
Já a prefeita de São Luís do Quitunde, Márcia Cavalcante, ressaltou a satisfação em sediar a iniciativa. “Receber essa ação em nosso município é garantir mais acesso, mais cuidado e mais dignidade para a nossa população e para toda a região”, pontuou a gestora municipal.

Salas digitais em funcionamento
A sexta-feira também marcou a ativação das salas do Programa Saúde Até Você Digital em São Luís do Quitunde e Matriz de Camaragibe. Os espaços já estão em pleno funcionamento, com atendimento 24 horas por dia, sete dias por semana, oferecendo acesso gratuito a médicos especialistas, além de marcação de consultas, exames, emissão de receitas e encaminhamentos.
O secretário executivo de Regulação e Gestão da Sesau, Igor Montteiro, destacou a importância do serviço permanente. “As salas digitais garantem atendimento contínuo e especializado, aproximando a saúde da população e fortalecendo a rede no interior”, comemorou o gestor.
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Interiorização da Saúde
O balanço positivo da ação reforça a política de interiorização da assistência em saúde, ampliando o acesso aos serviços e fortalecendo a rede estadual. Com o mutirão e a implantação das salas digitais, os dois municípios passam a contar com atendimento mais ágil, resolutivo e permanente.
Procedimento de alta complexidade permite que paciente volte a urinar espontaneamente após meses de uso de sonda vesical
Brunno Afonso / Ascom Hospital Metropolitano de AL
A equipe de urologia do Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA), em Maceió, realizou esta semana uma cirurgia de próstata de alta complexidade, denominada ressecção transuretral (RTU), em um paciente de 80 anos.
Severino Martins utilizava sonda vesical de demora, um dispositivo introduzido pela uretra até a bexiga para permitir a drenagem contínua quando o paciente não consegue urinar espontaneamente. No caso dele, o aumento da próstata impedia a passagem adequada da urina, tornando necessário o uso contínuo da sonda por mais de seis meses, após tentativa sem sucesso de tratamento medicamentoso.
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O uso prolongado desse tipo de dispositivo pode causar desconforto, limitar atividades do dia a dia e impactar diretamente a qualidade de vida do paciente, especialmente em idosos. “Usar sonda por tanto tempo é muito difícil. A gente perde a liberdade, fica limitado. Estou confiante que essa cirurgia vai me dar mais qualidade de vida e sou muito grato a todos que cuidaram de mim aqui”, relatou Severino Martins.
Diante da persistência do quadro, a equipe médica indicou a intervenção cirúrgica como a melhor alternativa para restabelecer a função urinária. “O objetivo dessa cirurgia é que, após a realização do procedimento, em cerca de dois dias, esse paciente esteja sem sonda, urinando espontaneamente. Isso contribui de forma significativa para a qualidade de vida dele”, explicou o médico. “Esse é um compromisso do serviço e do Estado com a melhora da qualidade de vida do paciente”, reforçou.
Cronograma foi apresentado pelo diretor médico do HRPI, José Carlos Malafaia
Cláudia Valéria de Oliveira / Ascom HRPI
O Hospital Regional de Palmeira dos Índios (HRPI) reafirmou sua dedicação à assistência humanizada ao promover a integração de setores estratégicos da unidade para capacitação em cuidados paliativos. A ação reuniu a equipe multiprofissional, com o objetivo de padronizar fluxos, fortalecer a comunicação interna e aprimorar a qualidade do cuidado oferecido a pacientes com doenças crônicas e condições que comprometem a continuidade da vida.
A coordenação de Enfermagem destacou que os cuidados paliativos exigem atenção contínua e sensibilidade no atendimento diário. Já a Psicologia e o Serviço Social ressaltaram a importância do apoio emocional e acompanhamento familiar ao longo de todo o processo.
Pelo fluxo estabelecido, a Fisioterapia atuará no manejo de sintomas físicos e na promoção de conforto e mobilidade. Na outra ponta, a Nutrição contribuirá com estratégias individualizadas para garantir qualidade alimentar e suporte metabólico adequado aos pacientes em diferentes fases do tratamento.
O cronograma foi apresentado pelo diretor médico do HRPI, José Carlos Malafaia, oncologista com atuação em cuidados paliativos para pacientes com câncer avançado. A ação reuniu as coordenações de Enfermagem, Psicologia, Serviço Social, Fisioterapia e Nutrição.
Segundo José Carlos Malafaia, o paciente precisa ser cuidado de perto e com profissionalismo, uma vez que, segundo o profissional, quem tem o conhecimento não erra.
“Nós trabalhamos em equipe e precisamos resgatar o zelo de lidar com esses pacientes. Nós não estamos para curar, mas precisamos tratar pelo nome, e temos muito o que fazer por eles, principalmente oferecendo o conhecimento técnico. Cuidar vai além do tratamento da doença. Precisamos atuar de forma articulada, oferecendo conforto, controle de sintomas e apoio emocional tanto ao paciente quanto à família”, destacou.
Durante a reunião, também foi discutida a importância da formação de um grupo de referência para discussão de casos, realização de reuniões frequentes, promoção de cursos de capacitação e um melhor acompanhamento dos casos. O médico reforçou ainda que os cuidados paliativos oncológicos não cuidam da doença, mas do paciente oncológico cuja doença progrediu e se espalhou, causando outras enfermidades.
O cronograma faz parte da política de educação permanente do HRPI, que busca manter suas equipes atualizadas e preparadas para lidar com situações clínicas complexas. A direção ressalta que o cuidado paliativo não significa ausência de tratamento, mas sim uma abordagem que prioriza dignidade, conforto e qualidade de vida.

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