No âmbito acadêmico, os estudantes ampliaram repertório literário, expandiram a leitura crítica e aprimoraram a escrita argumentativa. Já na área socioemocional, destacam-se a autoconfiança intelectual, persistência diante de desafios complexos, disciplina e construção de identidade acadêmica.

Ensino Médio como projeto de vida
Através do Pibic Jr também foi alterada a maneira como os estudantes enxergam o próprio percurso escolar. “O Ensino Médio deixa de ser visto apenas como etapa obrigatória e passa a ser compreendido como período estratégico de construção de projeto de vida”, afirmou Bianca Dias.
De acordo com a professora de língua portuguesa, alunos que cogitavam abandonar os estudos passaram a planejar o ingresso na universidade. Outros, que viam na saída do estado a única possibilidade de crescimento, passaram a reconhecer na formação acadêmica um caminho certeiro de ascensão.
Segundo a orientadora do projeto, a escola passou a vivenciar uma atmosfera de desafio intelectual, cooperação e busca por excelência. “Percebo estudantes mais disciplinados, organizados e com crescente interesse por carreiras nas áreas de exatas, tecnologia e engenharia”, afirmou Edvania Ribeiro.
A autoestima acadêmica também foi elevada. Muitos alunos passaram a liderar grupos de estudo e a assumir papel ativo na organização das atividades olímpicas.
Contemplando os resultados, as estudiosas citam que o maior impacto não foi visualizado apenas nas premiações, mas na mudança de mentalidade, alunos da rede estadual compreendendo que podem competir em nível nacional e construir trajetórias antes inimagináveis.

