Fapeal impulsiona estudantes em olimpíadas de Geografia e potencializa iniciação científica na educação básica
Projeto vinculado ao Pibic Jr conquistou 13 medalhas de ouro na Olimpíada Brasileira de Geografia e garantiu bolsas do CNPq para jovens pesquisadores
Na 10ª edição da Olimpíada Brasileira de Geografia (OBG), realizada em 2025, os alunos conquistaram 13 medalhas de ouro
Acervo de Pesquisador
Tárcila Cabral/Ascom Fapeal
O incentivo à iniciação científica na educação básica tem gerado resultados expressivos entre estudantes da rede pública de Alagoas. Um destes exemplos é o projeto ‘Construindo um Clube de Ciência Geográfica: Projeto GEOVIC II’, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal).
Desenvolvido no âmbito do Programa de Iniciação Científica Júnior (Pibic Jr), o estudo vem se destacando pelo desempenho dos alunos em olimpíadas do conhecimento e pela formação acadêmica promovida ao longo das atividades.
A pesquisa, vinculada à Trilha 4 ‘Equipes para as olimpíadas do conhecimento’, é orientada pelo professor Wellington Brito, com coorientação da psicóloga Beatriz Góis, e reúne 13 estudantes. A proposta vai além da preparação para competições, buscando desenvolver o pensamento científico e ampliar o repertório dos alunos por meio da geografia.
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Segundo o orientador, o objetivo central do GEOVIC II é estimular a reflexividade científica entre os participantes: “As olimpíadas são uma oportunidade de desenvolver habilidades e competências que aprofundam os conhecimentos geográficos e ampliam o capital cultural dos alunos. Não se trata apenas de conquistar medalhas, mas de compreender o processo de construção do conhecimento”, explicou Wellington Brito.
Na 10ª edição da Olimpíada Brasileira de Geografia (OBG), realizada em 2025, os alunos conquistaram 13 medalhas de ouro, com todas as equipes posicionadas entre as melhores do estado. Uma delas, inclusive, representou Alagoas na fase final presencial da competição, realizada na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo.
Para o professor, embora as conquistas sejam relevantes, o impacto mais significativo está na transformação vivenciada pelos estudantes. “Observamos avanços no desempenho escolar, na autoestima e na motivação para continuar os estudos. Isso repercute não só na vida dos alunos, mas também em toda a comunidade escolar”, destacou o geógrafo.
Além da participação nas olimpíadas, o projeto também promoveu experiências acadêmicas dentro da própria escola. Entre elas, a realização do II Seminário GEOVIC, sediado no Instituto Federal de Alagoas (IFAL), Campus Viçosa. O evento foi planejado e organizado pelos próprios alunos, que atuaram como protagonistas na condução de oficinas, minicursos e apresentações. Por isso o orientador frisa que os ganhos não se limitam às medalhas.
Da olimpíada à iniciação científica nacional
O legado do projeto também se reflete em novas conquistas acadêmicas. Três estudantes participantes do GEOVIC II, Larissa Casado, Mizaelly Cavalcante e Robert Shaid, foram selecionados para receber bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), dando continuidade às suas trajetórias na pesquisa científica.
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Os três integraram a equipe “Intermediários GEOVIC”, que conquistou uma vaga na fase final presencial da 10ª Olimpíada Brasileira de Geografia, realizada na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo, um dos principais objetivos do projeto desde a sua concepção.
A seleção para a bolsa também chama atenção pelo alcance nacional. Apenas 100 estudantes foram contemplados em um universo que ultrapassou 100 mil participantes na olimpíada, dentro de uma política federal voltada à valorização de jovens com bom desempenho em competições acadêmicas, especialmente aqueles oriundos de escolas públicas e contextos sociais diversos.
A expectativa é que, ao longo de 2026, os estudantes deverão participar de atividades voltadas à área de pesquisas socioambientais e à Geografia, com foco em fundamentos de alfabetização científica e no uso de plataformas digitais de mapeamento.
As ações serão desenvolvidas em parceria com docentes e pós-graduandos da Universidade Federal de Alfenas (Unifal-MG) e da própria Unicamp, com acompanhamento dos professores orientadores das equipes.

